Mais uma vez, a Indie House foi palco da BRING – Mostra Brasiliense de Indie Games, que já se encontra na sua quinta edição. É lógico que nós do Indie Game não poderíamos deixar de conferir mais um grande evento indie da Capital Federal.

 

Clique aqui para ler o nosso post sobre a edição passada – BRING #4.

É surpreendente a quantidade de pessoas que os jogos independentes, ou indie games, consegue arrebatar. Tivemos dificuldade para conseguir um lugar para estacionar o carro, fato que só foi possível depois de percorrer as ruas vizinhas, já que não havia espaço vago nas proximidades da Indie House.

O Evento:

A BRING #5 foi realizada no dia 17 de julho, uma sexta-feira. Logo de cara percebeu-se o nível de organização do evento, que contou com uma pessoa na porta para receber os convidados, dois Food Trucks fazendo uma mini praça de alimentação, telão ao ar livre e uma pessoa encarregada do som, que tocou a noite inteira com as trilhas sonoras de clássicos como Super Mario, Sonic e Street Fighter.

O cenário indie de Brasília cresceu e, por causa disso, nem todos os desenvolvedores puderam expor seus jogos no evento. Pudera! Foram mais de 30 jogos inscritos! Os organizadores trabalharam duro para selecionar os 16 games que fizeram parte da mostra. Confira o vídeo que fizemos com os jogos expostos na BRING #5:

A seleção foi muito bem feita, fato que deixou o evento com jogos de diversos tipos e plataformas, de jogos mobile no estilo “Flappy Bird” até complexos RPG para consoles.

Foi muito bacana ver (e jogar) novos jogos. Alguns já estavam na nossa lista de “jogos indie para jogar antes de morrer”, como o Horizon Chase e o Relic Hunters. Podemos dizer, sem exagero, que valeu MUITO a pena ter conhecido esses dois títulos. Sem dúvida, esses dois irão fazer parte da lista de reviews de jogos daqui do Indie Game.

Outros jogos que merecem destaque são o Blind Courage, o Alkimya e Rock ‘n Blow, que demonstraram boa evolução nos seus projetos, tanto nos gráficos quanto no gameplay.

Nós, do Indie Game, também fizemos nossa seleção, e vamos falar um pouco sobre esses jogos que mais nos agradaram.

Nossa Seleção:

RELIC HUNTERS ZERO (Rogue Snail)

rhlogo

Esse game deu trabalho para dominar. No começo os comandos pareciam bem complexos, pois é necessário controlar o player com o stick direcional esquerdo, mirar os inimigos com o stick direcional direito, atirar com o botão R2, além de inúmeros outros comandos. No entanto, depois percebemos que estávamos “noobando”, afinal, era quase o mesmo comando dos jogos de FPS para console.

Controle dominado, jogamos bastante, mas não tanto quanto queríamos, pois a fila para esse game estava grande.

O jogo é muito divertido. Os gráficos em pixelart são bem amigáveis e as cores cativam o jogador. Depois de um breve tutorial, nos vimos no meio de um tiroteio logo na primeira fase. É preciso ser sagaz para jogar Relic Hunters Zero, se ficar parado atirando, não vai durar muito!

 

HORIZON CHASE (Estúdio Aquiris)

maxresdefault

Bem, esse aqui é um TOP PICK. Ficamos impressionados com a qualidade do jogo em todos os detalhes. A interface gráfica é muito bem polida, os movimentos são lisos, os gráficos em low poly são muito estilosos, sem contar com a ENORME quantidade de pistas disponíveis (91 pistas!).

O jogo é fortemente inspirado em clássicos de corrida, como o imortal TOP GEAR, do SNES. Assim, Horizon Chase é um jogo obrigatório na estante de quem curte esse estilo.

A trilha sonora desse game é um destaque e foi feita pelo mesmo músico que compôs a trilha sonora de TOP GEAR, o que deixa o sentimento nostálgico ainda mais aflorado.

 

BLIND COURAGE (Lokotron)

maxresdefault (1)

Esse é um game que se joga com apenas um botão, mas não se deixe enganar: Blind Courage requer mais que um timing preciso, o jogador precisa ter a sagacidade de interpretar os obstáculos da tela e resolver mentalmente como irá passar por tudo aquilo antes de sair clicando sem rumo.

O jogo tem um pixelart extremamente agradável, que dá ótima sensação de fluidez.

O nível de dificuldade é desafiador. Não achamos fácil, mas não é nada desumano. Os desenvolvedores abusaram das passagens secretas, plataformas móveis e até cipós, fato que dá grande mobilidade ao personagem e deixa o game bastante dinâmico.

 

ALKIMYA (Bad Minions)

hqdefault

Esse é o tipo de game impossível de jogar em mostras. Claro! É um Action RPG muito complexo, extremamente bem trabalhado, com mapa aberto e inúmeras combinações de itens e habilidades.

Alkimya envolve o jogador em um mundo fantástico, misturando elementos de Action RPG com Puzzles muito criativos. Nesse jogo, é possível criar poções únicas, cada uma com resultados e características diferentes, utilizando os ingredientes que são encontrados durante a aventura.

O mais impressionante é saber que esse grande jogo possui uma equipe de apenas cinco pessoas trabalhando full-time. Um trabalho fantástico!

 

ROCK ‘N BLOW (Caesium Entertainment)

maxresdefault (2)

Não selecionamos esse game por causa de gráficos alucinantes ou enredo fenomenal. Rock ‘n Blow cumpre perfeitamente o objetivo dos games: divertir o jogador.

Muitas vezes, cobramos tanto dos gráficos dos jogos, ou algum atributo revolucionário mirabolante, que esquecemos observar o que realmente interessa: a diversão.

Rock ‘n Blow é um jogo muito simples e extremamente divertido. Esse foi, sem dúvida, o jogo que mais arrancou gritos e gargalhadas na BRING #5.

Os jogadores, até o limite de 4, controlam, simultaneamente, animais que precisam empurrar pedras uns nos outros para dominar o mapa.

Você vai lembrar de Bomberman quando olhar Rock ‘n Blow pela primeira vez, já que o mapa é bem parecido. Entretanto, logo na primeira partida você vai lembrar de outro clássico do SNES, Goof Troop.

Seja rápido e detone seu adversário, ou ele vai ficar do seu lado, rindo da sua cara.

 

Concluindo:

A 5ª Mostra Brasiliense de Indie Games mostrou que o evento aumenta sua qualidade ao longo do tempo. Essa edição ainda contou com palestras e a exibição do filme “GameLoading: Rise of the Indies”, sobre indie games, em um amplo gramado, com um grande telão.

Essa reunião de desenvolvedores de jogos é mais do que um excelente programa de final de semana. É uma oportunidade de trocar conhecimentos, de conhecer algo novo, de sair da rotina dos jogos puramente comerciais.

A BRING consegue levar ao público jogos alternativos como se o próprio público estivesse desenvolvendo os jogos que eles gostariam de jogar.

Confira abaixo algumas fotos da BRING #5:

  • 5ª Mostra Brasiliense de Indie Games - BRING #5

 


  • Gostou desse post? Clique nos botões para compartilhar com seus amigos no Facebook, Google+ ou Twitter!
  • Tem algo a falar sobre a BRING? Comente aqui embaixo!