O velho ditado costuma ser bem verdadeiro, ainda mais quando se trata de jogos de desenvolvedores independentes, os indie games: “Quem não é visto, não é lembrado”. Essa é uma frase bastante explorada pelos profissionais de marketing; já os românticos preferem usar “longe dos olhos, longe do coração”, mas ambas expressões possuem o mesmo sentido: você precisa aparecer para ganhar notoriedade.

Convidamos você, leitor do Indie Game, a pensar na importância da participação do desenvolvedor independente nos eventos de tecnologia e mostra de jogos.

O Evento:

No dia 11 de abril (um agradável sábado), foi realizada a 4ª Mostra Brasiliense de Indie Games (BRING #4), lá na Indie House, a sede da Behold, Otus e Bad Minions, no Lago Norte, Brasília. O evento teve como objetivo reunir a produção local de jogos independentes para divulgar ao público.

A BRING já estava na sua quarta edição e foi a primeira ocorrida na Indie House, ou seja, contou com uma estrutura muito maior que as edições anteriores.

Cerca de 25 jogos e seus desenvolvedores estavam inscritos na BRING, um número bem representativo, mostrando que o cenário brasiliense de indie games está bastante ativo!

O público começou a chegar por volta das 19h20, mas antes disso os desenvolvedores já haviam iniciado as conversas e os testes nos jogos dos colegas. Cerca de 500 pessoas passaram pela Indie House naquela noite.

Jogamos alguns indie games que estávamos de “olho”, como Turbolink, da equipe Division Five, e Alkimya, da BadMinions. Ambos muito bem feitos e divertidos, uma prova que o nível de profissionalismo dos estúdios independentes está crescendo bastante. Selecionamos alguns jogos que mais nos chamaram atenção.

Nossa Seleção:

TURBOLINK (Division Five)

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Queríamos jogar esse game há tempos! As screenshots de Turbolink são de deixar qualquer gamer com vontade de acelerar nesse jogo de corrida de combate.

A versão que o pessoal da Division Five levou para a BRING já aparentava estar bem desenvolvida, embora houvesse ainda poucos carros e pistas disponíveis, além disso, poderiam jogar até quatro jogadores ao mesmo tempo.

A qualidade gráfica do jogo é inquestionável, até mesmo nas artes conceituais que eles trouxeram em formato de banner.

Turbolink é fortemente inspirado em Rock ‘n Roll Racing, de SNES, só que com elementos extras e gráficos surpreendentes, digno de jogos AAA, um convite para os saudosistas de plantão!

 

CHROMA SQUAD (Behold Studios) e ALKIMYA (Bad Minions)

Alkimya e o Chroma Squad são “Prata da Casa”, ou seja, são jogos independentes dos estúdios que fazem parte da Indie House.

maxresdefaultO Chroma Squad é um RPG Tático muito engraçado, uma espécie de “simulador de PowerRangers”, em que você tem que comandar um estúdio de gravação de uma série se heróis japoneses.

hqdefaultJá o Alkimya é um Action RPG que nos lembrou a franquia Diablo. Nesse game, o jogador pode criar uma infinidade de poções mágicas com os itens que coleta durante sua aventura.

 

BLIND COURAGE (Lokotron)

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Mesmo sendo um jogo muito simples, Blind Courage nos chamou atenção pela mecânica de jogo e seu pixelart bem agradável aos olhos.

O personagem é um cavaleiro que anda para frente automaticamente e volta no sentido oposto quando encontra uma parede ou obstáculo. O jogador utiliza apenas um botão para jogar. Isso mesmo! Clica e pula, se clicar quando estiver no ar, o personagem desce golpeando com sua lança.

Para se dar bem em Blind Courage o jogador precisa pensar rápido e ter bons reflexos. Você consegue?

 

STARMLET (Jungle Studio)

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Starmlet é um space shooter que utiliza a tela na vertical, lembrando os antigos arcades que jogávamos nos fliperamas.

O diferencial desse game é a possibilidade de comprar diferentes upgrades para a sua nave e utilizar até três ao mesmo tempo, em qualquer combinação, trazendo assim uma infinidade de possibilidades de customização, deixando o jogador a vontade para escolher um perfil defensivo, ofensivo ou mais equilibrado.

Starmlet também tem uma história extremamente bem elaborada, inspirada na peça “A Tragédia de Hamlet”, de William Shakespeare. Para se ter uma ideia, o enredo do jogo se tornou um livro de 102 páginas! Claro que não há necessidade de ler isso para jogar o game, você pode simplesmente dar play e mandar seus inimigos pelos ares, mas os jogadores mais aficionados podem descobrir elementos secretos do jogo que estão descritos nas entrelinhas do livro…

 

ROCK ‘N BLOW (Caesium Entertainment)

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Quando vimos Rock ‘n Blow pela primeira vez, acreditamos que se tratava de um remake do clássico Bomberman, pois o mapa do jogo é bem parecido! Entretanto, quando começamos a jogar, vimos que era necessário pensar de forma bem diferente para conseguir se dar bem.

O jogador precisa empurrar as pedras do cenário em cima dos seus adversários para eliminá-los. A mecânica lembra bastante aquele maravilhoso jogo do Pateta, Goof Troop, para SNES, só que Rock ‘n Blow pode ser jogado por até quatro jogadores simultaneamente.

Vimos, durante toda a noite, jogadores rindo e disputando freneticamente, round a round. Sem sombra de dúvidas, esse foi um dos games mais divertidos da BRING.

 

Concluindo:

A BRING se estendeu até uma hora da manhã, uma pena, já que de tão animado que estava, a vontade era de virar a madrugada lá, jogando e conversando sobre indie games, arte, programação, essas coisas!

Não fique triste se você perdeu a quarta edição da BRING, a mostra é realizada com frequência e a estimativa é que sejam realizadas ao menos mais duas edições em 2015. Então, fique de olho e não perca o próximo evento, temos certeza de que será ainda melhor!

Confira abaixo algumas fotos do evento:

  • 4ª Mostra Brasiliense de Indie Games - BRING #4

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