Olha, a bem da verdade, não é a primeira vez que faço isso. Mas dessa vez, na Jungle Jam #2, a coisa foi um pouquinho diferente pois participei sozinho. É isso aí, fiz meu time comigo mesmo e resolvi que ia entregar um jogo… E consegui.

Mas Lahiri, o que diabos você faz afinal, que pode contribuir em uma Jam? Eu sou roteirista, escritor, um daqueles carinhas que fala “Mas é muito massa quando você para pra pensar que na verdade o Chaos Knight não cria ilusões no Ultimate, na verdade está trazendo versões dele de outros planos e dimensões!” porque é apaixonado pela Lore dos jogos e seus personagens. Sim, eu sei, um trabalho algumas vezes ingrato (garanto um post só sobre isso no futuro, para quem se interessar), mas extremamente importante, mesmo que não muito útil em um formato de criação de jogos “expresso” como são as Game Jams.

De qualquer forma, lá estava eu, em minha quarta Game Jam, mas dessa vez encarando o desafio de fazer tudo por minha conta. E aí começa minha história:

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Comecei tendo que escolher que estilo de jogo eu iria fazer. Como vários podem saber, mas outros tantos não, Game Jams não precisam, OBRIGATORIAMENTE, produzir jogos digitais. Você pode fazer seu jogo de cartas, tabuleiro ou mesmo um RPG. Qualquer uma dessas opções seria bem mais dentro das minhas capacidades se eu tivesse me preparado previamente, comprado material para confeccionar e coisa assim.

Mas não, quis fazer um jogo digital que não ficasse muito pra trás dos meus outros colegas desenvolvedores e resolvi que iria produzir uma Visual Novel. Para quem não é muito familiarizado, Visual Novels são aqueles jogos com imagens e textos, em que o jogador vai acompanhando uma história, conhecendo personagens e tomando decisões que levarão até um (ou vários) final(is).

Resolvido o estilo do meu jogo era hora para resolver um segundo desafio: Qual melhor forma para realizar a produção do mesmo? Existem diversas ferramentas que poderia citar que permitem pessoas como eu, com pouco ou nenhum conhecimento sobre programação, criar um jogo de sistemática simples como uma visual novel básica ou um point and click simplificado, mas irei me ater aos dois que utilizei, caso queiram mais sugestões mandem mensagens, peçam nos comentários e ajudarei.

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Twine é uma ferramenta que me acompanha já faz algum tempo agora, eu gosto bastante de trabalhar com ele por ser simples, leve, ter a vantagem de possuir tanto uma versão desktop quanto uma em browser, logo, você pode levar seu trabalho para qualquer lugar que possua uma conexão com internet, independente de estar com seu próprio computador ou não.

Mas o que exatamente é o Twine? Os criadores da ferramenta definem como “An open-source tool for telling interactive, nonlinear stories” ou “uma ferramenta livre para contar histórias interativas e não lineares” numa tradução livre. Basicamente utilizando o Twine você pode estruturar sua história, definindo os caminhos que deseja que ela siga, tudo de forma bastante simples e visual, determinando quais decisões levarão a quais consequências.

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Uma outra vantagem do programa, para quem entende da coisa, é a possibilidade de exportar em JavaScript e HTML.

Já o Fungus é um plugin gratuito de Unity que pode ser facilmente encontrado e recomendado na Asset Store. Ele dispensa qualquer necessidade de conhecimento de programação, sendo bastante intuitivo, contando com um site que te levará a diversos vídeos tutoriais para que você aprenda a usar as ferramentas iniciais e também possa tirar suas dúvidas no fórum da comunidade, que é extremamente receptivo e cujo desenvolvedor principal do plugin está praticamente diariamente checando.

Apesar de extremamente simples para utilização, Fungus é uma ferramenta bastante poderosa e versátil, permitindo que pessoas com boas ideias possam colocar em prática seus desejos de criar jogos do estilo point and click, RPG, visual novel facilmente.

É uma indicação certa se me perguntarem.

fungs_ss

As imagens que utilizei no jogo foram retiradas de pesquisas de imagem no Google e sofreram de um rápido trabalho de edição no Photoshop e outros programas. Lembrando que o jogo não possui propósitos comerciais, funcionando apenas como um teste e desafio para mim mesmo.

Os arquivos de áudio com efeitos sonoros foram retirados de diversos sites que os disponibilizam gratuitamente desde que os mesmos não sejam utilizados com motivações financeiras.

E aí, com as ferramentas em mãos, o tema sorteado, foi só começar a pensar na história e partir pro trabalho (e o resultado você pode conferir: AQUI)!

Espero ter dado uma luz para aquelas pessoas que se interessam pelo movimento indie dev e gostariam de participar mais mas sempre ficaram com um pé atrás por acharem que “não sei fazer nada pra participar”. Anote suas boas ideias (e as ruins também! Nunca se sabe quando elas podem ser úteis) e fique de olho nas próximas Jams!


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